E registros fotográficos pra guardar na memória, lembranças dos nossos encontros:
Hoje tem dança!
Blog do Núcleo de Formação ASQ
domingo, 18 de janeiro de 2026
As aulas em 2025
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
2025 começou! Amanhã começam as aulas do Núcleo de Formação ASQ com a Oficina de criaçao em dança contemporânea com Luciana Lara
Amanhã, terça, dia 25/02 começam os encontros de criação, pesquisa e técnicas contemporâneas em dança ministrada pela diretora e coreógrafa da Anti Status Quo Companhia de dança, Luciana Lara.
Indicado a criadores da dança e todas artes que tem o corpo como central nas suas criações e que buscam um espaço instigante de trocas, feedback e inspiração, e tempo para experimentar, estudar e desafiar seus limites como artista criador.
A proposta é de imersão na criação, desafiando estruturas tradicionais, pré-concebidas e mais difundidas da dança, questionando fórmulas, estruturas, códigos e padrões de concepção de movimento e noções de coreografia, estimulando a investigação e a expansão dos limites da linguagem da dança
O conteúdo abrange estudos da percepção, das materialidades, noções e questões de corpo contemporâneas, interdisciplinaridade e cruzamentos entre disciplinas artísticas e não artísticas, geração e investigação do movimento a partir da improvisação e de dispositivos, coreografia, os elementos da dança e seus nexos a partir de uma perspectiva coreológica da composição coreográfica, desenvolvimento de dramaturgia na dança, a relação com o espectador, a relação entre forma e conteúdo e, também, entre processo criativo e obra.
💥Nesta semana antes do carnaval, as três aulas serão gratuitas com o objetivo de apresentar o curso as interessados. Experimente!
👁CRIAÇÃO EM DANÇA CONTEMPORÂNEA com LUCIANA LARA (diretora e coreógrafa da Anti Status Quo Companhia de Dança)
TERÇAS, QUINTAS e SEXTAS
12:15 as 13:45
Centro de Dança do DF
Investimento: 230,00 por mês.
⏰️Vagas limitadas, garanta a sua pelo email: oficinaslucianalara@gmail.com
quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
Lançamento das videoaulas online de criação em dança: Experimentações à distância - Dramaturgias possíveis de um corpo online" com Luciana Lara
A oficina online gratuita é teórico-prática e se inspira nos novos formatos de obras que surgiram em tempos de pandemia. O conteúdo abrange: reflexão crítica sobre trabalhar com arte e no meio digital, especificidades da linguagem audiovisual e da investigação da relação do corpo com a ela, dramaturgia e o meio digital como lugar performativo.: O acesso às 5 videoaulas é totalmente gratuito e pode ser feito de 3 maneiras:
As videoaulas contam com recurso de acessibilidade (legendas Closed Caption) e ficarão disponíveis online gratuitamente até Janeiro de 2025.
Você pode acessar os videoaulas de 3 maneiras:
Aqui no blog do Núcleo de Formação ASQ pelos links aqui nesta postagem e também na barra lateral em Seções na opção: Videoaulas de criação em dança com Luciana Lara:
Videoaula 1 https://youtu.be/bWGdpGG5QiA
Videoaula 2 https://youtu.be/QD_ybKmBR7w
Videoaula 3 https://youtu.be/k_aUKXhN7vc
Videoaula 4 https://youtu.be/X6P6wWTk8Vw
Videoaula 5 https://youtu.be/D6oEaZiVlWA
E também:
No blog do Núcleo de formação ASQ:
https://www.criacaoabertaantistatusquo.blogspot.com
E no canal da ANTISTATUSQUO no YouTube:
https://www.youtube.com/channel/UCZk2RuZ36ucpzUXRNKQFbKw
Ficha técnica vídeo aulas:
Projeto: Experimentações à distância: dramaturgias possíveis de um corpo online
Elaboração do projeto e Professora, arte-educadora, roteiro e edição de vídeo: Luciana Lara
Designer e assessor de comunicação: Marconi Cordeiro Valadares
Produção: Rebeca Damian Cavalcanti/ Peixa produções
Realização: Núcleo de Formação ASQ
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
Duas obras artísticas tiveram início no Núcleo de Formação ASQ viram projetos e obras artísticas e estreiam em Brasília: O videodança de Tauana Parreiras: "Asa leve que rasga ao vento" e o solo de Ramon Lima: "Sonâmbulo". Saiba mais :
“A criação tem uma abordagem coreográfica que se apropria da passividade e da inércia normalmente vinculadas ao sono, como uma forma sorrateira de resistir às lógicas impostas pelo cotidiano, a exemplo do produtivismo exacerbado e do protagonismo”, explica Ramon Lima, coreógrafo e performer da obra.
Com classificação de 12 anos, a obra circula em 3 dos principais espaços teatrais do Distrito Federal — Plano Piloto e Gama —, em sua estreia no Brasil, entre os meses de setembro e outubro, com entradas pagas e gratuitas.
Além das apresentações, o projeto oferece uma roda de conversa sobre internacionalização de projetos em dança e uma oficina organizada como laboratório artístico para criações-solo.
Dois mundos
O sono como zona de resistência figura no cerne da obra. Adormecer, em Sonâmbulo, é uma maneira de criar fissuras naquilo que é estável, promover o direito ao corpo.
O corpo que experimenta o sonambulismo existe entre dois estados, ou dois mundos, o do sono e o da vigília. “Regido pelas lógicas de ambos, o corpo sonâmbulo que nos inquieta, é ambíguo e não se submete a apenas uma norma de existência estabelecida. A condição de trânsito e equilíbrio precário faz emergir um lugar de reflexão sobre o que decidimos que é o normal, o possível e o desejável para um corpo”, complementa Ramon sobre a origem da obra.
Nesse lugar, talvez revele-se uma maneira diferente de lidar com as pressões da vida moderna, como o foco exagerado na produtividade e na busca por destaque pessoal. Dormir surge tanto como um ato de resistência a essas pressões quanto um espaço de liberdade e renovação.
Assim, a forma como Sonâmbulo ocupa o palco cria uma ligação direta com o lugar em que a peça é mostrada. Combina características físicas e metafóricas do espaço, encurtando a distância entre a obra e o contexto, permitindo que o público mergulhe profundamente em uma experiência artística, sensorial e política.
Confira a programação completa
CCBB Brasília — Centro Cultural Banco do Brasil
Apresentação em 08/09, às 20h, como parte da programação do Movimento Internacional de Dança (MID).
Teatro SESC Paulo Gracindo
Apresentações em 14, 15 e 16/09, às 20h (sessão extra, 15/09, às 16h).
Espaço Cultural Renato Russo — 508 Sul
Apresentações em 29 e 30/09, às 20h; 01/10, às 19h (sessão extra, às 16h).
Teatro: Galpão Hugo Rodas;
Roda de conversa em 30/09, de 16h às 18h — Internacionalização de projetos em dança: da criação à difusão.
Teatro: Galpão Hugo Rodas;
Oficina em 26/09, das 13h às 15h30; 27/09, das 10h às 18h; e 28/09, das 13h às 15h30h — Travessia, desvio, abandono: laboratório artístico de criações-solo.
Teatro: Galpão Hugo Rodas;
Ingressos: gratuitos, mediante candidatura online e processo de seleção.
Classificação: 16 anos.
Ramon Lima
É bailarino e coreógrafo, cuja pesquisa propõe uma imersão sensível, abordando questões políticas, estéticas e éticas relacionadas à noção de direito ao corpo numa perspectiva ocidental e contemporânea.
No Instituto de Artes de Brasília, estudou Artes Cênicas, entre 2012 e 2016. Em 2019, integrou o Master Création Artistique na Universidade de Grenoble Alpes. Em 2021, criou seu primeiro solo, Protopolis, uma instalação coreográfica que questiona as noções de pertencimento. Em 2023, criou outra instalação MIRAGE, no âmbito do laboratório T.R.I.P, realizado no Le Pacifique – CDCN Grenoble — como parte de um dispositivo para o impulsionamento de jovens artistas emergentes.
Também colaborou com projetos de dança junto à coreógrafa Julie Desprairies, incluindo Actions tropicalistes (2020); Tes jambes nues (2020 e 2021); Les amies de Fontbarlettes (2024). Além disso, contribuiu com a coreógrafa Anne Collod na criação de CommeUne Utopie (2021, 2022 e 2023) e fez parte do projeto La danse des grues (2022), dirigido por Kitsou Dubois.
Em Portugal, Ramon Lima trabalhou como intérprete na última criação de André Braga e Cláudia Figueiredo, Cratera (2023).
Concepção e equipe
O processo criativo teve início em 2022, de modo itinerante em 6 residências artísticas acolhidas em 6 centros culturais de 4 países diferentes: Centro de Dança do Distrito Federal (Brasil), Espaço Cultural Renato Russo (Brasil), RADAR Mechelen (Bélgica), Theater arsenaal (Bélgica), CRL – Central Elétrica (Portugal) e Le Pacifique – Centre de développement chorégraphique national de Grenoble (França).
O espetáculo foi apresentado, em processo, na programação de 3 festivais internacionais: Festival OUTSIDE IN, em Mechelen (Bélgica); Festival 22 VOLTS, no Porto (Portugal); e Rencontres chorégraphiques internationales de Seine-Saint-Denis, em Montreuil (França).
Financiada pelo programa Conexão Cultura do Distrito Federal e pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), a etapa de concepção do espetáculo contou com a contribuição da coreógrafa Luciana Lara, como dramaturgista do projeto. Para a construção do pensamento sobre o espaço cênico, a assessoria foi do Coletivo EntreVazios. Os figurinos, são assinados por Marcus Barozzi. Já a trilha sonora foi composta pelo músico português, João Sarnadas e foi desenvolvida durante uma residência artística acolhida pela CRL – Central Elétrica, no Porto.
Release da obra:
Em Sonâmbulo, esta condição física que associamos livremente com o universo do sonambulismo, ou seja, um estado oscilante entre o sono e a vigília, nos permite habitar um corpo dúbio que não se sujeita às regras de apenas um dos dois pólos, e portanto abre um espaço de contraposição à algumas lógicas impostas que nos distanciam do direito ao nosso corpo. Aqui, isto se materializa em uma relação singular que se estabelece entre um corpo, um figurino, um espaço, uma plateia e um tempo compartilhado.
Se você quer se aprofundar e entender um pouco mais como foi o processo criativo leia as entrevistas que Ramon Lima e Luciana Lara deram para a jornalista Clara Molina e publicamos aqui na íntegra:
Entrevista com o coreógrafo e bailarino | Ramon Lima:
- O que esse projeto significa para você?
Este projeto para mim é um lugar onde eu consigo atravessar algumas inquietações por via de uma experiência genuína que se dá no meu corpo. Em Sonâmbulo, o que me coloca em movimento é um estado ou qualidade corpórea muito específica, que se relaciona diretamente com os motes temáticos da pesquisa: o sono como uma zona de resistência. Um pensamento que surge em diálogo com a teoria de Jonathan Crary – sobretudo seu livro “24/7: Capitalismo tardio ou os fins do sono” – mas que toma uma configuração diferente quando se instaura neste projeto. Em Sonâmbulo, esta condição física que associamos livremente com o universo do sonambulismo, ou seja, um estado oscilante entre o sono e a vigília, nos permite habitar um corpo dúbio que não se sujeita às regras de apenas um dos dois pólos, e portanto abre um espaço de contraposição à algumas lógicas impostas que nos distanciam de nossos próprios corpos, à exemplo do produtivismo incessante como norma e da necessidade desmedida de protagonismo como lugar de sucesso pessoal. Aqui, isso se dá por uma relação singular que se estabelece entre meu corpo, o figurino, o espaço, a plateia e o tempo. Um instante compartilhado, onde buscamos mergulhar em uma proposta estética que nos aproxime de uma experiência sensível não somente para quem faz, mas também para quem testemunha, algo que para nós se aproxima de um desvio ou suspensão no cotidiano. Uma maneira silenciosa de nos atentar ao nosso direito ao corpo.
- Como foi o processo de intérprete criador?
A proposta é criar a partir da experiência do corpo. Este é o centro da minha pesquisa coreográfica – tanto por uma perspectiva estética, quanto conceitual. Esta também é a maneira como eu habito a dança hoje. Portanto, o processo de gestar Sonâmbulo não poderia ter sido diferente.
Toda a escrita coreográfica da obra é gerada por um processo de experimentação guiado por sensações físicas genuínas, que posteriormente vão de encontro ao universo temático da obra, ou seja, o sono. Este processo me conduzia a uma investigação coreográfica onde não tinha necessariamente um objetivo de produzir nada específico, mas sim, vivenciar uma jornada física por estados e corporeidades que me afetavam ou marcavam de alguma forma. Derivar de maneira mais livre pelas sensações que as experimentação me levavam era uma maneira de atravessar lugares diferentes do meu corpo, do meu sensório, do meu imaginário. Consequentemente este processo gerava corporeidades e materiais físicos que me interessava e que eu os revisitava em novas experimentações, até que em algum momento ele já fazia parte do universo que estávamos criando. Algumas das vezes estes materiais se fundem ou se agrupam com outros que não necessariamente surgiram juntos, criando um vocabulário ou um inventário corpóreo que era colocado em diferentes situações ou configurações.
Todo este processo era igualmente irrigado por referências, questões e reflexões de ordem teórica que de alguma forma me permitiam olhar para este material por diferentes ângulos, o que poderia aproximá-los do universo que nos estava inquietando, ou repeli-los de forma mais categórica. A maneira como estes materiais se organizavam também mudavam as possíveis leituras que fazíamos deles, algo que os mantinham em questão durante todo o processo criativo, evitando um processo de categorização ou de estabilização precoce do que era criado.
- Quais são os desafios deste solo?
Neste projeto, sou o coreógrafo e o bailarino, duas funções essencialmente em diálogo. O bate e volta quase inerente na relação destes dois papéis, aqui se restringiria a mim mesmo, um risco de por vezes criar ciclos fechados. Ocupar estes dois lugares neste projeto é portanto, um desafio, visto a necessidade de aproximar a experiência do que era vivido enquanto intérprete, com o que era percebido pelo público. Então, outra função se apresenta de maneira essencial neste contexto: a dramaturgista.
Para construir pontes, fui acompanhado pela coreógrafa Luciana Lara, que assume o papel de dramaturgista de Sonâmbulo. O diálogo que se estabelece me permite olhar para/de fora, ser provocado, invertido, relembrado do essencial, mas também assumir posições divergentes com mais segurança. Um espaço para criar de maneira mais livre, mais ancorada e conseguir extrair dali discursos mais próximos dos que eu gostaria de trazer para o espetáculo.
Entrevista com a dramaturgista / Luciana Lara :
- Descreva um pouco da sua metodologia como dramaturgista desse projeto;
O papel de um dramaturgista num espetáculo de dança é bem diferente do de dramaturgo numa peça de teatro. Dramaturgo é diferente de dramaturgista. A palavra dramaturgia geralmente está associada, tradicionalmente, com o texto teatral que dá origem a encenação de uma peça. Como na dança, geralmente não há texto, entre outras razões, como o próprio desenvolvimento das artes performativas, essa diferenciação no termo reflete um outro entendimento e aponta para uma abordagem mais complexa sobre a função do dramaturgista num trabalho. É importante entender que Ramon Lima é bailarino, coreógrafo e diretor do espetáculo Sonâmbulo, então os caminhos que o trabalho vai tomando, as escolhas do que fica em cena do processo de criação e as decisões finais são deles. Ao contrário do peso da palavra dramaturgista que parece deter o saber, as intenções do trabalho e, também, do papel de acompanhar o processo criativo que exerço como um olho de fora, não tenho a função de determinar o que fica no trabalho. Meu papel é mais como a de uma provocadora/ mediadora de reflexões sobre todos os elementos do trabalho, como o movimento, o figurino, a luz, o som, o cenário e até mesmo ajudo a pensar o título, o release e o design das artes gráficas que vão divulgar o trabalho. Minha principal função é problematizar como cada elemento interfere e cria relações uns com os outros na fruição da obra.
Na prática, pra isso, trago referências estéticas e temáticas para dialogar com as que o criador trouxe para o trabalho, instauro as discussões entre o que é desejado estar na obra e o que realmente torna-se visível na constituição da obra. Organizo um memorial do processo, ajudo a reter e lembrar de materiais coreográficos que surgem nos improvisos e principalmente gosto de pensar que me torno uma espécie de alterego com o qual o criador Ramon pode discutir todos os aspectos do trabalho. Como também sou uma criadora de dança contemporânea, coreógrafa e diretora que tem uma trajetória de 34 anos de trabalho na Anti Status Quo Companhia de dança, procurei ficar atenta a busca que Ramon tem por uma linguagem própria, ajudando a torná-lo consciente de suas associações e referencias estéticas inspiradoras, suas contradições, seu imaginário, suas especificidades e potencialidades corporais e interesses como criador. Em sonâmbulo, acredito, também, ter ajudado a tecer as relações entre as sensações internas da execução dos movimentos e as imagens externas que o corpo produz, a evidenciar as possíveis leituras, sensações e relações com a temática do sono e a construir uma abordagem do tema que aproximasse a ideia de se entregar ao sono como uma forma de resistência ao capitalismo.
- Por que você acredita nesse solo?
Eu acredito muito em trabalhos que tem uma pesquisa prática profunda, que tem a chance de ter um processo de criação que permita tempo para maturação das escolhas e do trabalho corporal por meio de muita experimentação, análise, a inúmeras idas e voltas, de fazer e refazer, olhar e re-olhar pro que foi feito, porque isso proporciona a construção de camadas de sentidos que dá preenchimento/ estofo ao trabalho. O processo criativo é intrínseco a criação de uma obra, você sente quando vê o trabalho quando ele tem uma pesquisa com qualidade. Muitas vezes o artista não tem tempo, espaço e estrutura para fazer esse trabalho, mas no caso de Sonâmbulo temos tido o privilégio da oportunidade de desenvolver o trabalho com uma estrutura rara de tempo, espaços e contextos.
O trabalho surge em 2018 dentro das atividades do Núcleo de formação ASQ, que é um laboratório de pesquisa, estudo e criação de dança contemporânea, da Anti Status Quo, num momento em que estudávamos dramaturgias que surgem do corpo, das sensações internas que sentimos ao mover e do que nos interessa no campo sensório de se colocar em movimento. A estrutura e o contexto desse projeto do Núcleo têm o diferencial de dar ênfase ao processo e não a um resultado, na contramão do que geralmente acontece com a selvageria exigida ao indivíduo da sociedade atual, do qual o artista não está imune, de ter que produzir, da lógica cheia de expectativas de pensar no produto no início do processo e no que o outro vai pensar daquilo que ele fez. Vejo uma diferença enorme na qualidade do processo quando o foco está no processo de criação pois gera uma calma, uma baixada do ego, porque não tem a pressão de ter que mostrar o trabalho, dando tempo ao tempo e gerando outros parâmetros de envolvimento, percepção e do fazer artístico.
Dessa experiência surgiu um desejo de tornar essa pesquisa um solo, o que gerou uma nova etapa do processo criativo de formatar a pesquisa como um projeto para um fundo de apoio, no caso o do FAC – Fundo de apoio a Cultura do DF. Ramon relata que, na época, estava lendo sobre o sono, sua principal referência é o livro “24/7 Capitalismo tardio e os fins do sono” de Jonathan Crary, que o levou a associar o sono com o vocabulário de movimentos que ele desenvolvia na pesquisa com o corpo. Veio a pandemia, Ramon mudou de Brasília pra França para estudar dança na cidade de Grenoble, fizemos uma imersão em Brasília já no contexto do projeto e aí Ramon teve a oportunidade de fazer uma série de residências artísticas: no Le Pacifique Grenoble (França), depois no Radar em Mechelen (Bélgica), dentro desta residência apresentando uma etapa do trabalho no Theater Arsenal (Bélgica), e depois duas oportunidades na Central Elétrica em Porto (Portugal). Todas as residências tinham em sua programação encontros de feedback com artistas da dança e aberturas de processo para público interessado com a realização de conversas e intercâmbios. Tivemos um processo longo e muito rico com esses compartilhamentos públicos de etapas da criação do espetáculo e as interações com outros olhares durante ao todo 6 residências artísticas, incluindo as imersões realizadas em Brasília
- O que esse solo traz de reflexão e contribuição para quem o contempla?
Sonâmbulo se tornou uma obra onde o estado corporal de Ramon Lima em cena constrói uma corporeidade que proporciona o envolvimento da plateia com a transformação e a plasticidade das imagens que o corpo vai construindo na relação com ele mesmo, com o espaço, com o figurino, com o tempo e com a temática do sono. Surpreende em momentos que produz uma fissura no real, subvertendo as funções e o uso cotidiano das coisas. O trabalho cria espaço para diferentes relações que perpassam o imaginário surreal e as noções do papel do sono em nossos tempos. Suscitam reflexões sobre os efeitos do sono no nosso corpo-mente, da sua importância, seus efeitos na cognição e em como processamos a realidade. Instaura momentos de deriva que extrapolam as mais comuns abordagens sobre o sono que podem contribuir para revisões sobre como a cultura dominante nos impõe maneiras de encarar o sono na nossa sociedade, nos mostrando mais um sintoma de nossa desconexão com os nossos corpos e ou a necessidade de controle do corpo para finalidades forjadas pelo sistema capitalista do qual vivemos submetidos.
domingo, 30 de janeiro de 2022
Confira algumas experimentações produzidas pelos artistas participantes da Oficina Experimentações à distância - Dramaturgias possíveis de um corpo online
Há duas semanas o Núcleo de Formação ASQ iniciou a oficina Experimentações à distância - Dramaturgias possíveis de um corpo online . Desde então 27 participantes de vários estados Brasileiros se encontram todas as terças quintas e sextas de 12:15 as 13:45 para exercitar, pesquisar, experimentar e trocar sobre criações para telas.
No primeiro dia de encontro foi proposto nos últimos 5 minutos da oficina criar 3 imagens/ planos: 1 onde o corpo aparecesse inteiro na tela, 1 onde a camera tivesse movimento e 1 com detalhe do corpo. Depois disso cada participante deveria escolher uma ordem das imagens para compartilhar com todos da oficina. Assistimos os vídeos e cada trabalho foi ponto de partida para fomentar uma discussão livre sobre interesses e percepções sobre os vídeos. Foi introduzido assim noções de planos / ângulos, elementos da linguagem audiovisual, enquadramento, sequenciamento de imagens, temáticas, dramaturgia, especificidades da mídia , processos criativos, etc...
Em um segundo exercício foi proposto que cada participante criasse um vídeo usando as imagens criadas por cada participante, sem delimitação de tempo, temática ou qualquer definição, a ideia era a partir desse banco de imagens criar um vídeo explorando o ato de editar o vídeo.
Aqui alguns trabalhos que conseguimos baixar aqui no blog:
Queríamos baixar mais vídeos mas o peso / resolução nos limitou , estamos pensando em baixar pro canal do youtube da Companhia e depois colocar aqui , mas enquanto isso, mostramos dois vídeos editados respectivamente por Rômullo Vianna e Letícia Abadia!
Vídeo editado por Rômullo Vianna:
Video editado por Letícia Abadia:
sábado, 15 de janeiro de 2022
Atenção quem se inscreveu na Oficina Experimentações à distância - Dramaturgias possíveis de um corpo online! Confirmação de participantes até dia 17/01, segunda-feira!
Confirmação dos participantes até essa segunda, dia 17/01.
Tivemos muitos inscritos, aumentaremos os números de vagas!
DIA 18/01 terça-feira começa a oficina!
Até breve!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
Começando 2022 com uma oficina de dança contemporânea online gratuita e aberta a toda comunidade do DF e artistas do Brasil ! Inscrições abertas até dia 13/01. Vagas limitadas!
A oficina online “Experimentações à Distância – Dramaturgias possíveis de um corpo online” com Luciana Lara, diretora e coreógrafa da @antistatusquociadedanca, começa dia 18 de janeiro! Inscrições abertas e gratuitas até o dia 13/01, quinta-feira. Vagas limitadas!
• Link para o formulário de inscrição: https://forms.gle/HPHMdAZfgmgbzMA69
A oficina teórico-prática é indicada a artistas criadores das artes do corpo, dança contemporânea, performance e contaminações. E, também, artistas multilinguagens que se interessam pela experimentação, criação e composição para as telas, plataformas interativas e novos campos e formas de atuação artística que surgiram em tempos de pandemia e necessidade de isolamento social.
A partir de estudos sobre a especificidade da linguagem e da materialidade das telas e novas mídias, o foco da oficina será a investigação prática da relação corpo-tela e as dramaturgias possíveis do corpo mediado e online.
Cada participante desenvolverá experimentações e iniciará uma criação a partir de exercícios de câmera abordando planos, edição coreográfica, conceitualização, estruturação e contextualização, que envolvem as relações e os nexos entre movimento, performer, espaço e som.
A oficina ainda promove diálogo aberto e intercâmbio entre os participantes em sessões de feedback e trocas de referenciais sobre: Processo criativo, Dança como linguagem, Telepresença, Vídeo arte, Vídeo dança, Cinema, Performance online, Palavra e Imagem.
☆A oficina tem carga horária de 24h, com 16 encontros de 1h30 minutos cada. Serão 6 semanas com 3 encontros por semana: terças, quintas e sextas, das 12h15 às 13h45, no período de 18 de janeiro a 22 de fevereiro de 2022, pelo Zoom.
Pré-requisitos: idade superior a 18 anos e ter disponibilidade para toda a carga horária proposta. Haverá certificação. Confirmação dos participantes de 14 a 17 de janeiro.
A atividade faz parte do Núcleo de Formação ASQ, braço da Anti Status Quo Companhia de Dança atua como um laboratório de pesquisa, intercâmbio e investigação em
artes que promove ações regulares de formação e aperfeiçoamento técnico e
artístico em dança contemporânea, voltada para pessoas maiores de 18 anos que
tenham interesse na linguagem do corpo e do movimento em interação com
diferentes saberes, disciplinas e linguagens artísticas.
Luciana Lara é artista da dança, do corpo e do espaço interessada nos atravessamentos de variadas formas de arte. Diretora e Coreógrafa da Anti Status Quo Companhia de Dança (Brasília-DF). Mestre em artes (UnB). Especialização em Coreografia e Coreologia pelo Laban Centre London. Autora do livro: Arqueologia de um processo criativo - Um livro Coreográfico (ANTISTATUSQUO, 2010). Suas criações são conhecidas pela pesquisa de linguagem, forte diálogo com as artes visuais, dramaturgias críticas, pesquisa sobre a relação corpo-cidade, novos formatos e suportes e, também, investigação sobre a relação com o espectador.
Mais informações: nucleo.asq@gmail.com e https://www.instagram.com/nucleodeformacaoasq/
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Registro do Compartilhamento público da Oficina de criação em dança com Luciana Lara
Danilo Fleury, Rebeca Damian, Ramon Lima, Leonardo Rodrigues, Ana Isabel Carvalho e Maria Ramalho compartilharam seus solos que ainda estão em pleno processo de criação e foram iniciados durante a Oficina de Criação em dança com Luciana Lara no Núcleo de formação ASQ. Os solos tem direção de cada participante. A oficina propõe o exercício da autonomia na tomada das decisões estéticas e artísticas e o papel de Luciana Lara foi a de uma provocadora, dramaturgista, assim como a participação de todos os participantes nas discussões, também fizeram parte no processo de cada participante.
O compartilhamento público contou com a presença de uma galera muito bacana de amigos, bailarinos e artistas da cidade!!!!! Agradecemos a presença de todos.
Saiba mais sobre a oficina e o que foi realizado:
A proposta desta oficina era de oportunizar um mergulho em um processo criativo e investigativo em dança contemporânea. A oficina aconteceu de 10/05 a 10/08/2018 nas terças quintas e sextas de 12:15 às 13:45 no espaço da sala 2 do Centro de dança do DF.
Durante 3 meses, três vezes na semana, em encontros de 1 hora e 30 minutos, os participantes exercitaram a criação por meio de estudos práticos, teóricos e críticos no campo da pesquisa de linguagem, dos processos criativos e da pesquisa artística em dança
Por meio de atividades de prática e reflexão abordamos crítica, e poeticamente o processo criativo nas artes com o foco em dança, envolvendo diversas abordagens sobre a pesquisa de linguagem e estratégias de criação e investigação de movimento por meio de inúmeras improvisações em grupo, duplas, individualmente e também com discussões em grupo sobre impressões da experiência do dia no final ou início de cada aula.
Luciana Lara se utilizou da metodologia da "não metodologia", no sentido de não ter uma metodologia já pré-estabelecida que seria aplicada durante o processo, criando estratégias de ação e criação de acordo com a resposta de cada encontro. Dessa, maneira houve uma continuidade a partir de aspectos que surgiam a partir do próprio interesse do grupo, manifestado durante as improvisações e as rodas de conversa realizadas em praticamente todos os encontros.
Como uma das metas da oficina era a criação de solos, foi dada mais ênfase a criação individual, desenvolvimento de autonomia, instrumentalização do intérprete para se auto motivar e enfrentar os desafios da criação e também dirigiu-se o foco do trabalho para as potencialidades corporais e idiossincráticas de cada corpo, do desenvolvimento de um vocabulário autoral de movimento e na conscientização da influência da cognição, cultura, conceitos de arte e dança na construção de referências e do imaginário poético de cada um.
É interessante também compartilhar que como parte da metodologia de trabalho, Luciana Lara fazia provocações coletivas em que cada participante aplicava individualmente em seu solo. Ao longo do fazer também eram realizados alguns aconselhamentos e monitoria individuais.
Na investigação do movimento demos foco a exercícios que pensavam e sensibilizavam a percepção, a geração e a retenção de qualidades que especificam o movimento no corpo. Uma continuidade da pesquisa já realizada por Luciana Lara no trabalho da Anti Status Quo Companhia de dança de investigar o movimento pela sensação, pela lógica do corpo, pelo funcionamento da mecânica física e sensória do movimento, a partir da materialidade do movimento,do corpo e do mundo, do estudo da "intenção" no uso do espaço/tempo/energia/peso que dá a especificidade de cada movimento, na consciência do acontecimento mecânico e da percepção.
Desta maneira investigamos também noções de corpo, geração e investigação de movimento, composição, a relação entre forma e conteúdo, estrutura coreográfica e também entre processo criativo e obra, a construção e desconstrução de referenciais, as questões do significado em dança, afetos e empatia, ética/estética, os nexos entre figurino, cenário, trilha sonora, e a relação com o público.
Cada solo apresentado se encontra em momento especifico de descobertas individuais. Durante o processo foi pedido para os bailarinos trazerem um objeto de casa para um exercício de improvisação como um mote para estudar e gerar movimento na relação com o objeto. Daí no último mês, sem intenção prévia, o trabalho com os objetos se manteve e se desenvolveu de diversas maneiras em cada solo. A única participante que não deu continuidade a investigação com o objeto foi Rebeca Damian que preferiu dar continuidade ao trabalho realizado no ano passado dentro do próprio Núcleo de formação, aprofundando suas descobertas e qualidades de movimento.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
O Núcleo de formação A.S.Q. volta às aulas hoje dia 14 de maio de 2018 , agora no Centro de Dança do DF dentro do programa de aulas continuadas
Aulas de dança contemporânea com Luciana Lara
Professor(a): Luciana Lara
Resumo: Aulas continuadas práticas e teóricas de consciência e domínio do corpo, do movimento e da linguagem da dança contemporânea, por meio da release-based technique, práticas somáticas, improvisação, análise de movimento, criação e apreciação crítica de obras, a partir de um recorte do trabalho artístico da Anti Status Quo Companhia de Dança, ministradas pela própria diretora e coreógrafa do grupo, Luciana Lara. As aulas fazem parte do do Núcleo de Formação A.S.Q
Público-alvo: Artistas da dança, performers, profissionais, novos intérpretes, coreógrafos, diretores, estudantes de dança e agentes da cadeia produtiva da dança.
Dias e horários: segundas, quartas e sextas de 18h30 às 20h00
Valor do investimento: R$ 260,00 por mês
Número de vagas: 20
Procedimentos para matrícula: no local com a própria professora
terça-feira, 8 de maio de 2018
Oficina de criação em dança contemporânea com Luciana Lara em Brasília-DF !

OFICINA DE CRIAÇÂO EM DANÇA com Luciana Lara (Criadora, diretora e coreógrafa da Anti status Quo Companhia de Dança):
Período: De 10/05 a 7/08/2018 - Terças quintas e sextas de 12:15 às 13:45
Local: Centro de Dança do DF (sala 2)
Informações: (061) 996454443
Saiba mais:
A proposta é a de proporcionar um espaço e tempo de qualidade para o exercício da criação por meio de estudos práticos, teóricos e críticos no campo da pesquisa de linguagem, dos processos criativos e da pesquisa artística em dança.
Conteúdo: Atividades de prática e reflexão que abordarão crítica e poeticamente o processo criativo nas artes com o foco em dança, envolvendo diversas abordagens sobre a pesquisa de linguagem e estratégias de criação. Abordaremos a metodologia da não metodologia, a percepção, noções de corpo, geração e investigação do movimento, dramaturgia na dança, composição, a relação entre forma e conteúdo e também entre processo criativo e obra, a construção e desconstrução de referenciais, as questões do significado em dança, afetos e empatia, ética/estética, os nexos entre figurino, cenário, trilha sonora, e a relação com o público.
Indicada a novos criadores, intérpretes-criadores, bailarinos/performers, coreógrafos, criadores e/ou diretores artísticos interessados em criação, intercâmbio de ideias e de visões de mundo ,
A oficina acontece dentro da reconhecida proposta do Núcleo de Formação A.S.Q., braço da Anti Status Quo Companhia de dança que desde 2004 vem se dedicando a inspiração, capacitação, aperfeiçoamento e profissionalização de intérpretes, artistas, apreciadores e diferentes agentes da dança contemporânea na cidade de Brasília-DF
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
A turma de dança contemporânea para inciantes de segunda e quarta entrou de férias ontem!
Voltamos em fevereiro!
Fotos da última aula da turma de iniciantes de segundas e quartas!!!!
Da esquerda pra direita: Álex Neres, Leonardo Rodrigues, Ana Lívia, Letícia (acenando), Fernanda Lira e Fabio. Pessoal que saiu de férias antes, mas fez parte da turma nesse ano de 2017 e fez falta na última aula: Mariana Tokarnia, Yasmin, Ana Isabel e Yanin!!!! Abraços a todos! Que venha 2018, muita saúde, força e esperança pra realizarmos nossos sonhos!!!!!!
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Hoje, amanhã e domingo tem dança em Brasília! No Teatro SESC Silvio Barbato com Andrea Jabor e Eliana Carneiro
MOSTRA ABERTO PARA BALANÇO NO SESC do Setor Comercial Sul!
ÚNICA apresentação!
No TEATRO SESC SILVIO BARBATO
SCS, s/n Quadra 2, Edifício Presidente Dutra
Brasília - DF / Tel: (61) 3319-4445
E, amanhã, sábado 23/09 Andrea Jabor ministra OFICINA gratuita: "RITMOS EM CONTATO + COMPOSIÇAO INSTANTÂNEA" de 10:00 as 13:00 no mesmo local!
Inscrições pelo email
As oficinas são gratuitas e serão abertas a bailarinos alunos e professores da área de dança no nível intermediário e avançado. Para participar o interessado deve entregar pessoalmente um breve currículo na unidade Sesc Presidente Dutra ou enviar o mesmo por e-mail (teatrosescsilviobarbato@gmail.com).
E AMANHÃ, sábado tem também à noite o solo AURORA de Eliana Carneiro à noite, ás 20H.
ÚNICA APRESENTAÇÃO TAMBÉM!
E no DOMINGO tem a oficina da Eliana ! Vejam o folder a baixo:
AURORA é um solo de dança teatro de Eliana Carneiro que estreou no Festival Movimento D/2016.
Livremente inspirado em poemas e pensamentos de Clarice Lispector e de Luciana Martins.
Aurora é uma mulher que transita na ordem e na desordem de suas reflexões sobre a vida e o amor de forma irônica, poética e dramática. Inúmeras mulheres e memórias de seus amantes habitam o seu íntimo. Ela viaja na atemporalidade de sua existência, está de malas prontas para ir e vir de qualquer lugar para qualquer espaço. Aurora anuncia um novo dia, um novo tempo de mudanças. Seu corpo é palavra, pensamento, feminilidade.O curta metragem da cineasta carioca Fernanda Rondon, IKINI, comEliana Carneiro integra o espetáculo, bem como a foto arte de Luis Jungmann Girafa.
Eliana Carneiro é fundadora da cia Os Buriti Teatro de Dança criada em 1995 em Brasília. É intérprete criadora de vários solos de dança, desde os anos 80, e encenadora de muitos espetáculos de dança teatro para a cia Os Buriti com participações em festivais de dança e teatro no Brasil, Itália, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Índia. Recebeu os prêmios “Melhor Espetáculo de Dança pela A.P.C.A - Associação de Críticos de SP”, indicação ao “Prêmio Shell Melhor Atriz S.P” e “Melhor Atriz” no Festival de Cinema de Brasília, entre outras premiações.
No domingo dia dia 24 das 10h as 13h Oficina de Dança com Eliana, gratuita, no Sesc Silvio Barbato.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Denise Stutz apresenta FINITA no Teatro SESC Garagem hoje, sexta-feira, dia 14/07 ás 20 h pelo Palco Giratório! Imperdível!
Pra quem não assistiu o trabalho 3 Solos em 1 tempo na Mostra de Dança XYZ de 2016, aqui em Brasília, essa é uma nova oportunidade de conhecer essa artista!!! Pra quem conheceu, certeza que não vai querer perder esta oportunidade! Desta vez ela veio com FINITA pelo Palco Giratório, hoje , dia 14 de Julho ás 20 hs no Teatro Sesc Garagem na 913 sul.
Vamos?
compreender e suportar a ausência. Entender
o movimento naquele que observa, naquela que
falta. A presença que se estabelece a partir da
ausência do outro, o desaparecimento, o
esquecimento. O espetáculo teve como ponto de
partida uma carta enviada pela mãe da
artista. Com essa inspiração, Denise utilizou
a arquitetura cênica do teatro para elaborar o conceito de perda e trabalhar
os temas do envelhecimento e da ausência sob a perspectiva da dança.
Ficha técnica
Texto, direção, intérprete: Denise Stutz
Direção Técnica:Daniel Uryon
Produção: Renata Pimenta
Fotografia: Renato Mangolin
Musicas: J.S.Bach ( Preludio e fuga em dó maior),Tchaikovsky: ( quebra nozes), Ray Noble e Al Bowlly: (Midnight whit the stars and you)
DENISE STUTZ, iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975 junto com outros 10 bailarinos fundou o Grupo Corpo. Trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Foi professora do curso técnico da Escola Angel Viana. A partir de 2003 começou a desenvolver seu próprio trabalho solo, apresentando-se no Brasil, França, Espanha, Portugal, Austrália , Alemanha e Cabo Verde.
Seus 3 trabalhos solos foram apontados pela critica do jornal “O Globo” como um dos dez melhores espetáculos de dança apresentados nos anos de 2003 (DeCor), 2013 ( Finita) e 2015 (Entre Ver). Trabalhou com o diretor Luiz Fernando Carvalho criando as coreografias para as mini series “Hoje é dia de Maria”, “Capitu” e do programa “ Clarice só para mulheres” fez parte da equipe da preparação dos atores para a novela Velho Chico. Foi orientadora dos artistas do Colaboratório no Rio de Janeiro de Teresina e Brasília, projeto do Festival Panorama da Dança do Rio de Janeiro como também orientou o Ateliê Coreográfico da Vila das Artes em Fortaleza. Desenvolveu junto com o vídeo artista Felipe Ribeiro o espetáculo “Justo uma Imagem” (pesquisa contemplada pelo programa Rumos Itaú cultural) e o infantil “Espalha pra Geral”. Fez parte do grupo Coletivo Improviso dirigido por Enrique Diaz nos espetáculos “Não olhe agora” e “Otro”.
Serviço:
Espetáculo: FINITA de Denise Stutz-RJ
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Hoje tem dança em Brasília no Grande Colorado, ás 20 h! Não percam a estreia hoje e a temporada de apresentações de: Movimento entre Trânsito e veja com detalhe as informações sobre as oficinas gratuitas que o grupo vai ministrar!
O espetáculo MOVIMENTO ENTRE TRÂNSITO surge das inquietações do grupo em relação aos fluxos e afetos que se desenvolvem em diferentes espaços arquitetônicos e propõe aprofundar nosso olhar sobre os trânsitos que permeiam o corpo e os lugares urbanos de passagem, perpassados pela dinâmica da vida na cidade. O trabalho investiga a relação entre os dançarinos e o cotidiano, a rotina, a cidade, os transeuntes e os trânsitos da vida diária e da humanidade no mundo contemporâneo, num movimento de passagem por entre as normas, representações e personificações sociais.
ESTREIA:
GRANDE COLORADO: Dia 10/05 (QUA), às 20 horas,
no Ponto de Cultura do Grande Colorado – Localização: Área Comercial 27 do Condomínio Solar de Athenas - Sobreloja acima da Padaria Vitória
SAMAMBAIA: Dias 12 a 14/05, às 20 horas, no Espaço Imaginário Cultural – Localização: QS 103 – Conjunto 05 – Lote 05 – Samambaia Sul
PLANO PILOTO: Dias 16 a 18/05, às 20 horas, na Galeria de Artes Espaço Piloto, IDA/UnB – Localização: Departamento de Artes Cênicas da UnB
GRANDE COLORADO: 20 e 21/05, às 20 horas, no Ponto de Cultura do Grande Colorado – Localização: Condomínio Solar de Athenas, Área Comercial 27 – Sobreloja (Em cima da Padaria Vitória)
TAGUATINGA: Dias 25 a 27/05, às 20 horas, no Teatro da Praça – Localização: Setor Central - Próximo ao Teatro da Praça
Veja também o Blog do Grupo:
https://coletivotriptico.wordpress.com/
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OFICINAS DE DANÇA GRATUITAS
O grupo realizará três Oficinas gratuitas de Dança contemporânea, em três dos locais onde haverá apresentação do trabalho: Samambaia, Taguatinga e Grande Colorado. A oficina abordará exercícios, jogos de movimento e improvisações que fizeram parte do processo de criação do espetáculo.
Público: Pessoas interessadas em Dança, com ou sem experiência, com idade a partir de 18 anos.
Carga horária: 3 horas
Locais , Datas e Horários:
Em Samambaia: Espaço Imaginário Cultural, dia 13/05/2017, das 14h às 17h;
No Grande Colorado: Ponto de Cultura do Grande Colorado, dia 21/05/2017, das 14h às 17h;
Em Taguatinga: Teatro da Praça, dia 27/05/2017, das 14h às 17h.
Inscrições: Até dia 12/05/2017
Para se inscrever envie um e-mail com seu Nome, E-mail e Local onde deseja fazer a Oficina, para o seguinte endereço: coletivotriptico@gmail.com
domingo, 23 de abril de 2017
Gente, hoje tem dança da Curitiba Cia de Dança no Teatro da Caixa!!! Última chance pra conferir!!!!
Ajudando a divulgar:
A Curitiba Cia de Dança tem hoje, domingo dia 23/04 a última apresentação do espetáculo "Quando se Calam os Anjos" aqui em Brasília, no teatro da Caixa Cultural, às 20h.
Visto por mais de cinco mil pessoas desde a sua estreia, em 2015, o espetáculo já passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul e agora chega a Brasilia em grande estilo.
Com direção de arte de Nicole Vanoni e coreografia de Airton Rodrigues, a trama leva ao palco a dramaturgia cênica e corporal por meio da dança contemporânea, na qual transporta o público para uma experiência única e inquietante, por meio da interpretação de 14 bailarinos(as). Em uma composição de luz, sons e movimentos marcantes, a peça retrata a dinâmica das relações humanas, a (in)diferença, a superficialidade e a sensualidade de uma sociedade.









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